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Qui, 12 de Janeiro de 2017 09:42

Obrigado Belém

Escrito por Aristides Dias
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Era janeiro de 1979 quando pisei definitivamente em solo belenense. Ainda adolescente, entrei numa aventura (sem querer), num regatão que saiu de Óbidos, minha cidade, até Belém. Na bagagem parte de alguns móveis da casa onde morava na minha querida Óbidos, pois era a viagem da mudança e até o cachorro “juba” me acompanhou. A partir de então minha rotinha seria outra, o futebol, bicicletas entre outras diversões de um adolescente do interior ficaram para trás e o porto seguro passou a se chamar Belém do Grão Pará.

Sem conhecer a selva de pedra, aportei em um das dezenas de porto que tem a capital, peguei um taxi, com o cachorro de companhia, li o endereço que levava anotado num papel e com a companhia de Deus cheguei à Rua Padre Prudêncio 692, centro de Belém. Eu era o último que faltava, meus dez irmãos já estavam na capital e foi aquela festa quando cheguei. A partir de então Belém entrou definitivamente em minha vida.

Belém da Campina, do futebol na praça da República e Trindade, do carnaval na praça da república, com o contagiante arrastão do Rancho, do Guarda Chuva Achado, do Manoel Pinto, então maior prédio da cidade, da turma da Bailique, da lanchonete Boss, do Tip Top, da feira dos municípios, da feira do açaí, passo da ladeira, samambaia, das discotecas aos domingos, do Olímpia, Palácio, Nazaré, do fusca incrementado, opala, entre outras. Um tempo que ainda dava para andar de madrugada sem ser assaltado.

Hoje com 401 anos, Belém amarga ruas cheias de lixo, violência descontrolada, patrimônio deteriorando-se, ruas alagadas com qualquer chuvinha entre outras mazelas.

Mas, mesmo assim, continua sendo a Belém do túnel das mangueiras, onde as paraenses são mais bonitas. Belém do Ver-o-Peso que mesmo mal tratado nunca vai deixar de ser nosso cartão postal, do berço das artes Theatro da Paz, do Bar do Parque, círo de Nazaré, onde se renova a fé de todo paraense. Isso é Belém, isso é Pará, isso é Brasil.
Essa Belém que me recebeu de braços abertos e me acolheu como um filho e até hoje continua apaixonante e me dando o mesmo amor de sempre. Sem você minha Belém, eu não seria ninguém. Parabéns!
20161210 182011
aguachafa
ladeiras
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